Ser ou não ser apenas mais um, eis a questão!

Ser ou não ser apenas mais um, eis a questão!

Ser ou não ser apenas mais um, eis a questão!

Em mercados a cada dia mais concorridos e acirrados, um dos grandes desafios das empresas prestadoras de serviço, especialmente as software houses, é estabelecer diferenciais competitivos que lhes assegurem uma posição de destaque junto a seus clientes.

A palavra commodity tem sua origem na língua inglesa e significa originalmente “mercadoria”. No mundo dos negócios, tem sido largamente utilizada para definir um produto para o qual existe procura e que não se diferencia significativamente entre fornecedores ou marcas, sendo facilmente trocável por outro, independente de quem o produz. Algumas características que determinam uma commodity incluem a uniformidade da sua fabricação e a larga escala de sua produção, sendo seu preço determinado pelo mercado como mera consequência da oferta e da demanda.

Exemplos clássicos de commodities são petróleo, papel, leite, cobre, etc., porém aos poucos outros setores têm ingressado neste grupo. Os equipamentos de tecnologia, por exemplo, já, há bastante tempo, foram transformados em commodities, o que levou os fornecedores a brigar por preços cada vez mais baixos.

A área de desenvolvimento de software, por sua vez, não está seguindo um caminho diferente. Este setor percorreu uma longa trilha desde que a computação desvinculou o hardware do software, no anos 50/60, e passou a produzir sistemas, inicialmente de maneira artesanal e pouco sistematizada, e, posteriormente, segundo padrões a cada dia mais rígidos.

Ser ou não ser apenas mais um, eis a questão!

O conceito de Fábrica de Software surgiu, assim, como um caminho para alcançar maior produtividade, maior qualidade e menor custo na produção de sistemas de software, numa tentativa de aplicar conceitos de produção provenientes de fábricas industriais.

O modelo de maturidade CMMI, criado na década de 80 e difundido mais amplamente a partir da década de 90, e a sua versão nacional, o MPS-BR, dos anos 2000, vieram estabelecer conjuntos de “melhores práticas” visando à melhoria da capacidade dos processos de produção de software, sendo, atualmente, por exemplo, certificações obrigatórias na grande maioria das contratações públicas brasileiras de desenvolvimento e manutenção de sistemas.

Situação semelhante ocorre com os processos de testes de software, regidos pelos modelos TMMI e MPT.BR; com a gestão da qualidade, disciplinada pela norma ISO 9001; com a gestão dos serviços de TI, normatizados pela ISO 20.000 e pela biblioteca ITIL; com a gestão da segurança da informação, através da ISO 27.000; e com tantas outras discipĺinas que obedecem a padrões e normas certificáveis e auditáveis.

É nesse contexto que a indústria de software se encontra atualmente. Regidas por um número cada vez maior de normas, padrões e modelos de maturidade, as rígidas metodologias de desenvolvimento e manutenção de sistemas permitem às empresas prestadoras desses serviços cada vez menos margem para inovar em seus processos produtivos, gerando resultados cada vez mais “pasteurizados” e semelhantes aos da concorrência. A indústria de software está enfrentando o mesmo processo de comoditização pelo qual a indústria de hardware passou décadas atrás e do qual resultou expressiva perda de valor da atividade.

Ser ou não ser apenas mais um, eis a questão!

Um dos grandes desafios do setor, dessa forma, é recuperar a capacidade de estabelecer diferenciais de mercado e poder agregar maior valor ao negócio, buscando destacar-se da concorrência.

Cabe às empresas identificar e valorizar o que se poderia chamar de “patrimônio intangível” da corporação, algo que não se pode quantificar de forma simples e direta, mas que se constitui em um valioso conjunto de ativos da empresa, capazes de destacá-la frente às demais.

 

Alguns exemplos disso são:

  • Inovação – se a inovação nos processo produtivos deixou de ser uma opção para as empresas de software, criar elementos inovadores em todos os demais processos tornou-se uma obrigação. O estabelecimento de um ambiente de trabalho descontraído, permeado de atividades lúdicas, por exemplo, pode favorecer sobremaneira a satisfação da equipe, aumentando a produtividade e a qualidade dos produtos. Também, a implantação de uma metodologia de gestão da inovação na empresa, com o lançamento de desafios e submissão de ideias por parte dos colaboradores, utilizando técnicas de gameficação e rede colaborativa é uma ação estratégica capaz de engajar a equipe e de contribuir decisivamente com a diferenciação desejada.
  • Relacionamento – cabe às empresas desenvolver nos seus colaboradores a capacidade de estabelecer formas diferenciadas de relacionar-se com o cliente, que permita compreender melhor suas demandas, partilhar suas dúvidas e propor soluções mais adequadas aos problemas. Em psicologia, a palavra “empatia” é o processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro e tenta compreender o comportamento do outro. No mundo dos negócios, a empatia tem sido cada vez mais usada para humanizar o atendimento ao cliente, melhorar a comunicação, reduzir retrabalho e custos. Porém, pelo desenvolvimento da empatia na equipe, a empresa pode, acima de tudo, assumir uma feição diferenciada no mercado, conquistando e fidelizando seus clientes.

O cenário das empresas de prestação de serviços aponta para a comoditização de suas ofertas, mas com criatividade, inovação e, principalmente, cultivando um bom relacionamento com seus clientes é possível reverter esse quadro desfavorável e estabelecer diferenciais competitivos verdadeiramente transformadores.

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Equipe Portal de Inovação

O Portal de Inovação é um Sistema WEB oferecido na modalidades SaaS que visa apoiar o processo de Gestão de Inovação das empresas.

3 Comentários

RUBEN DELGADO Publicado em10:38 am - nov 23, 2018

Muito bom esse artigo, parabéns Walter

Rubén Publicado em2:41 pm - nov 26, 2018

Excelente artigo

Anderson Almeida Publicado em10:54 am - dez 13, 2018

Muito bom!